A Limone Comunicação e o empreendedorismo feminino

Quando falamos em empreendedorismo feminino pensamos em negócios que são aberto e geridos por mulheres, mas não é apenas isso, pois são iniciativas que voluntária ou involuntariamente colocam a mulher em um lugar que até pouco tempo atrás era dominado por homens.

Assim, quando a mulher se coloca à frente de um negócio, por oportunidade ou necessidade, ela está modificando a sociedade e a cultura. A escolha de valorização da mulher enquanto empreendedora é de romper com as regras veladas do mundo dos negócios.

Se já acabou qualquer resquício legal que impedia ou condicionava o empreendedorismo feminino, dar visibilidade e incentivo à empreendimentos de mulheres é necessário para acabar com qualquer impedimento tácito que ainda exista.

A estatísticas do empreendedorismo feminino

De acordo com dados do Governo Federal, 3 em cada 4 lares são chefiados por uma mulher, sendo que 41% tem o seu próprio negócio.

Já segundo a Rede Mulher Empreendedora, em 2016, a cada 100 novas empresas que criadas no Brasil, 52 foram abertas por mulheres. Destas, mais de 50% têm filhos.
Por outro lado, de acordo com a FGV, 50% das mães são demitidas até dois anos após a licença maternidade.

São números que se ligarmos uns com os outros, temos uma perspectiva sobre o que acontece hoje na dinâmica das famílias e como isso movimenta nossa economia.

O empreendedorismo materno representa, por oportunidade ou necessidade, uma parcela importante do mercado economicamente ativo de nosso país.

Ao incentivar e dar visibilidade à mãe empreendedora, a contribuição não é apenas com uma família específica, mas com a movimentação econômica de maior relevância em termos sociais.

Quem está incentivando o empreendedorismo feminino

Se uma mulher sozinha é capaz de movimentar a economia, imagina várias unidas. Diversas iniciativas são verdadeiras redes de apoio para aquelas que pretendem empreender e ainda não se sentem seguras

A Ana Bavon, da Feminaria, nos ajuda a olhar o negócio de forma profissional e assertiva. Ana oferece consultorias e mentorias para mulheres que querem mudar o mundo através da sua força empreendedora.

Já a Maternativa se empenha em transformar a relação das mães com o trabalho. No grupo do Facebook, onde só entram mães, as participantes se apoiam e ajudam umas as outras, cada qual com a sua experiência.

A Rede Tear conecta talentos femininos e articula oportunidades para que a força de trabalho da mulher seja valorizada. É o “ninguém solta a mão de ninguém” no empreendedorismo.

Existem outras inúmeras iniciativas que fortalecem os negócios das mulheres q ue admiramos e fazemos questão de ecoar essas vozes. Nos conte as outras que você conhece!

As empreendedoras que admiramos e que nos servem de modelo

Elas se colocaram na linha de frente. Então está na hora de falar dos negócios iniciados e geridos por mulheres e mães que admiramos.

Quando tudo isso era mato, a Priscila começou a Alforjaria e são quase 10 anos à frente da marca mais bonita, ativista e inovadora de bolsas para ciclistas (e não ciclistas que querem ser descolados).

Outra Priscila, ao se tornar mãe do Tim Tim, fez a marca Mamahood, se tornou uma referência no mercado.

O @guiaforadacasinha é um projeto da fantástica Luísa Alves.

Se você quer um logo maravilhoso como o nosso, procure a Anne Pires, uma mãe que desenha trabalhando e trabalha desenhando.

Para bons presentes, você pode comprar na @bonecariafeitoemcasa. São lindas!

Nossa amiga Thais Moura veio de Indaiatuba para São Paulo e dá aula de condicionamento físico para “gente como a gente”, junto do Kiko do RH.

E vocês conhecem mais marcas incríveis fruto do empreendedorismo feminino e materno?

A Limone é uma marca de empreendedorismo feminino e materno

Em janeiro de 2017 a Limone Comunicação passou a utilizar essa marca.
A realidade é que a empresa já existia, mas a Limone surgiu como conhecemos com a decisão de Ana Sniesko ser mãe e de ter uma empresa que se adequasse a esse momento da sua vida.

Após 5 anos à frente de uma agência de comunicação, no segundo semestre de 2016 a Ana contou ao sócio que planejava engravidar. Porém, os planos deste sócio eram incompatíveis, ele queria imigrar para outro país.

Assim, foi necessário dividir a empresa existente para dar continuidade ao trabalho, seguindo cada um com alguns dos clientes. O pedaço da agência que ficou com a Ana foi rebatizada de Limone Comunicação, e pouco a pouco construída em moldes que permitiriam o nascimento do Pedro em maio de 2018.


O que deve oferecer sua comunicação

Em uma palavra simples: solução. Quem entra em contato com a sua marca, sua empresa, seu produto ou seu serviço, está em busca quase que invariavelmente de uma só coisa, uma resposta para uma necessidade. Portanto, não apenas você tem que fornecer a resposta a essa necessidade, como tem de dizer a esta pessoa que você tem essa resposta.

Algumas soluções são imediatas (refrigerantes matam sua sede), outras são a longo prazo (planos de previdência privada te garantem uma aposentadoria tranquila), existem soluções pontuais (a compra de um sofá) e outras recorrentes (como assinatura de um serviço de streaming).

O importante na decisão de uma aquisição, seja B2B ou B2C, é a certeza de que existe uma necessidade que está sendo solucionada. Essa busca se faz no nível da comunicação, fazendo pesquisas comparativas, entendendo funcionamentos e se relacionando com produtos e prestadores de serviços. Tão importante quanto o resultado final satisfatório é criar a expectativa dessa satisfação.

Por aqui, o que nós oferecemos é a solução para você se comunicar com excelência – seja com o seu cliente, com o seu público interno ou mesmo com os seus fornecedores. As nossas soluções alinham e integram os seus canais de comunicação para que a sua narrativa seja uníssona, assertiva e alinhada com a sua história.

Qual o seu plano? Como você pretende chegar a sua meta?

Existem muitas formas de dizer a mesma coisa. Para toda mensagem, podemos apresentar uma infinidade de abordagens. Para o próprio texto que estou escrevendo neste exato momento é a mesma coisa.

É muito comum encontrarmos profissionais, mentores, gurus, líderes, livros, planilhas, apps, etc., dizendo que você deve estabelecer metas. Sim! Metas são importantes, mas você precisa saber como chegar lá!

Ter um plano de comunicação para sua marca é imprescindível se você tem metas e quer atingi-las. O plano lhe dará da rotina à métrica, da padronização à inspiração. Enquanto a rigidez do plano te ajudar, você o mantêm, quando te atrapalhar, replaneja. Mas a meta como guia e o plano como diretriz.

O mais interessante sobre os planos é que por serem caminhos possíveis, ninguém terá um plano igual ao outro, nem existe um plano mais certo que outro. Eventualmente, alguns caminhos são mais efetivos, ou geram resultados mais rápido, mas, lembre-se que o plano do outro funcionou para o outro, e o que funcionará para você terá que ter a sua cara.

Assim chegamos na meta deste texto. A conclusão que eu planejei ao sentar na frente do computador.

Ao elaborar um plano de comunicação para atender a sua meta, temos que lembrar de sermos autênticos. Ou seja, dar a identidade de sua marca, produto e/ou serviço, de maneira que represente algo que o seu cliente possa reconhecer como verdadeiro.

Quando um plano de comunicação conversa com a identidade real da marca, o cliente não apenas se relaciona, mas se identifica. Se você e os seus colaboradores se comunicam da mesma forma, seu cliente vê coesão e confiabilidade.

Você quer atingir suas metas? Faça planos. E se for fazer um plano de comunicação, fale com a gente!

Leia mais:

Descobrindo como seu cliente quer o café dele – 5 maneiras de conhecer seu público

Você realmente se sente bem quando alguém sabe como você toma seu café. É como se aquela pessoa te conhecesse e você se sentisse em um ambiente seguro. É como você descobre que um relacionamento engatou, como um parceiro de negócios presta atenção em você ou qual é o lugar que vale à pena voltar para tomar um café e, claro, comer um quitute.

Sabe o segredo? Como você toma o seu café é uma informação muito pessoal.

De certa forma, conhecer seu cliente é descobrir como ele gosta de tomar o seu café. Se você quer ter clientes satisfeitos e fieis, é muito importante que eles se sintam bem atendidos.


5 maneiras de conhecer o seu cliente

  • Tenha um plano de negócios focado no cliente. Você pode ter um produto/serviço/estabelecimento incrível, mas você precisa ter sempre em mente que este tem de responder a uma demanda do cliente. Sobre esse assunto, veja esse ótimo vídeo da Ana Bavon da Feminaria.
  • Ofereça um programa de fidelidade aos seus clientes. Com uma pequena base de dados e oferecendo pequenas recompensa aos clientes fiéis, você descobre muito sobre o perfil e os hábitos do seu público. Você pode ter a impressão que seu estabelecimento atrai mulheres de 25 a 45 anos, mas saber os horário, hábitos e expectativas que as mulheres de 25 a 35 e que as de 35 a 45 frequentam seu estabelecimento ajudam a direcionar o atendimento, por exemplo.
  • Promova uma pesquisa entre seus clientes oferecendo um prêmio. As boas e velhas pesquisas de satisfação podem gerar insights muito interessantes. Porém, não basta pedir que as pessoas preencham uma pesquisa (on ou off-line) de livre e espontânea vontade, é necessário estimular esses respondentes. Para isso, ofereça algo grátis ou um desconto substancial em algo que as pessoas desejam. Sim, ofereça um café grátis, e descubra como a pessoa gosta do café dela.
  • Faça uma pesquisa de mercado. Ir ao mercado, por meio de métodos estatísticos e descobrir o que o seu cliente em potencial quer, pode parecer abstrato. Mas é essa abstração que é importante! Tão importante quanto conhecer aquela mulher que você atende todo dia, é entender que ela faz parte de um grupo de pessoas e que, como ela, esse grupo tem desejos. Hoje existem soluções e métodos de pesquisas que podem ser aplicados para todos os tipos de negócios e algumas empresas como a Toluna, estão com propostas que conversam com esse mercado.
  • Interaja nas Redes Sociais. Tão importante quanto o relacionamento direto é o relacionamento nas redes sociais. Em alguns nichos de mercado se criam comunidades de fãs e consumidores fiéis, estabelecendo uma cultura ao redor do produto e da marca.

Então? Como você quer o seu café?

Leia também:

Como organizar suas ideias?

Você já deve ter percebido que suas ideias não seguem um curso linear. Aliás, nem uma conversa ou uma palestra, por mais planejada que seja, segue um curso retilíneo. A mente humana trabalha por meio de relações, o seu pensamento acontece no mesmo formato que as suas conexões neurais, ou seja, seu cérebro.

Assim, por mais que o pensamento lógico possa ser encadeado em linha, o pensamento criativo precisa ser organizado de outra forma. Para isso existem os Mapas Mentais, que são uma método de sistematização de informações, para melhor absorção e gerenciamento delas.

Algumas regras propostas para fazer mapas mentais são:

  • Iniciar no centro com uma imagem do assunto, usando pelo menos três cores.
  • Use imagens, símbolos, códigos e dimensões em todo o seu mapa mental.
  • Selecione as palavras-chave e as escreva usando letras minúsculas ou maiúsculas.
  • Coloque cada palavra/imagem sozinha e em sua própria linha.
  • As linhas devem estar conectadas a partir da imagem central. As linhas centrais são mais grossas, orgânicas e afinam-se à medida que irradiam para fora do centro.
  • Faça as linhas do mesmo comprimento que a palavra/imagem que suportam.
  • Use várias cores em todo o mapa mental, para a estimulação visual e também para codificar ou agrupar.
  • Desenvolva seu próprio estilo pessoal de mapeamento da mente.
  • Use ênfases e mostre associações no seu mapa mental.
  • Mantenha o mapa mental claro, usando hierarquia radial, ordem numérica ou contornos para agrupar ramos.

Alguns apps podem te ajudar a fazer Mapas Mentais, tais como:

https://www.goconqr.com/pt-BR/

https://www.lucidchart.com/pages/pt

https://www.mindmeister.com/pt

https://mindnode.com/

Mas você pode (e deve) fazer no papel quando possível ou necessário, durante uma reunião ou quando a situação te exigir offline.

Gostou deste artigo? Leia sobre como a Atenção Plena pode te ajudar no dia a dia.


A receita do sucesso está em conhecer seu público

Você sabe qual é a plataforma de Streaming de maior sucesso no Nordeste atualmente?

Não é nem o Spotify, nem o Deezer. Lá onde o sangue ferve com o suingue único de seus ritmos, o negócio é se conectar no Sua Música, a plataforma de streaming e download gratuito que foi lançada em João Pessoa (PB) e é líder de acesso.

O motivo? O catálogo! Dedicado quase exclusivamente aos ritmos nordestinos — do batidão romântico da Paraíba, à swingueira da Bahia e o forró do Ceará.

“Aquele artista cool, indie, pop, com barba ruiva desenhada do sul da França, a gente deixa para o Spotlight”, brinca Rodrigo Amar, CEO do plataforma, em entrevista para a Folha de S. Paulo.

O segredo do Sua Música é saber se comunicar com seu público. É só entrar para perceber que sem os algorítmicos complexos das grandes plataformas que prometem conhecer cada indivíduo, como nas plataformas mais conhecidas, o Sua Música tem a simplicidade “das massas para as massas”.

Uma plataforma como essa entende que o importante está em encontrar seu público, se comunicar adequadamente com ele e fazer algo que os concorrentes não estão fazendo.

Mas Hipster que é Hipster tem que fazer playlist até no Sua música, então fica aqui a nossa!

Fonte: https://www.canalmeio.com.br/

Atenção plena para aliviar o seu dia a dia


Ser mais consciente pode melhorar quase todos os aspectos da sua vida. E não estamos falando para fechar os olhos e apenas relaxar. Conheça o mindfulness!

Sentei no sofá, peguei um livro sobre o assunto e comecei a ler o prefácio. Antes de terminar o segundo parágrafo, lembrei que estava com fome – levantei, peguei uma banana e voltei a sentar. Enquanto voltava ao texto, descasquei a fruta e alternei as atividades – enquanto comia, lia sobre mindfulness. Não demorou para eu perceber que o meu tênis apertava o pé – fiquei descalça e voltei ao livro. Ao fim do primeiro capítulo, comecei a rir de mim mesma.

Mindfulness quer dizer atenção plena. O termo se refere a um estado mental em que você está completamente desperto e consciente do momento presente enquanto realiza qualquer tarefa – desde ler um livro, fazer o seu trabalho ou levar o seu filho à escola.

O motivo do riso? Eu não estava focada no livro, nem na comida, menos ainda no meu corpo. Então joguei a casca da banana no lixo, sentei numa posição confortável e voltei aos estudos sobre o tema – com atenção plena.

Dr. Marcelo Csermak, instrutor de mindfulness e mestre em Ciências pela Unifesp, explica que esse é um tipo de meditação que se mostrou eficaz e se popularizou após seus efeitos terem comprovados cientificamente: “Pesquisadores norte-americanos começaram a investigar os efeitos da meditação em meados de 1970, com o avanço da ciência e principalmente das técnicas de neuroimagem há cerca de 10 a 15 anos atrás se tornou possível o escaneamento do cérebro através dos exames de ressonância funcional magnética, levando estas técnicas a um novo patamar de aceitação dentro da neurociência”.

O grupo analisado era formado por monges que que passaram praticamente sua vida meditando, acumulando entre 10 a 30 mil horas de meditação. “Os resultados demonstraram que as áreas ligadas às emoções, ao bem-estar e à felicidade eram mais desenvolvidas nessas pessoas. A explicação se tornou simples: tratava-se de um efeito da meditação”, expõe.

Vale lembrar que mindfulness não é apenas meditar formalmente sentado de olho fechado, mas sim possibilitar que  a atenção seja focada em uma determinada ação ou sentimento. “A diferença para algumas outras práticas meditativas é que o mindfulness envolve colocar toda a atenção no que estamos vivendo e sentindo naquele momento”, esclarece Csermak.

Se os efeitos são excelentes, quem pretende iniciar a prática pode se deparar com alguma dificuldade? Segundo Dr. Marcelo, algumas pessoas podem apresentar dificuldades para focar-se. “Não significa que a pessoa tem um problema, mas uma característica que dificulta a concentração por um maior período de tempo, em um único foco, enquanto sentado meditando formalmente”.

Se esse for o seu caso, saiba que a persistência é a melhor amiga para quem pretende fazer uso das técnicas de mindfulness. “O processo requer repetição e insistência. O que geralmente acontece é que as pessoas tendem a desistir muito rápido, sem que possam aproveitar os benefícios da prática.”

Csermak explica que o processo de meditação é uma característica natural inerente ao ser humano, pois todos em essência são capazes de se observar, respirar de forma pausada e prestar atenção em algo ou alguma coisa.

Lembra quando você andou de bicicleta pela primeira vez? Você provavelmente foi guiado por alguém que primeiro segurou o guidão, depois só orientou com a mão no selim. Quando você percebeu, lá estava você e a bicicleta em um passeio sem interferências. Com a meditação acontece o mesmo: “A orientação ajuda a nos guiar nas primeiras experiências. Quando você perceber, a meditação se torna natural”

Como você reage ao mundo?

A Terceira Lei de Newton também é válida quando o assunto é a maneira como lidamos com o mundo. Se você não lembra dessa aula, nada mais é do que “cada ação resulta em uma reação”.

Você já parou para pensar em como você reage aos conflitos do dia a dia? Para Marcello Rodante, advogado e mediador da Pró-Consenso Solução de Conflitos e diretor da DNC Institute (Direito e Neurociência), a maneira como reagimos ao mundo depende apenas de nós.

Rodante atua com mediação de conflitos, uma forma de lidar com um conflito (por exemplo, em caso de separação, divórcio, divisão de herança, etc.) por meio da qual um terceiro (o mediador) ajuda as pessoas a se comunicarem melhor, a negociarem e, se possível, a chegarem a um acordo.

As técnicas de mindfulness ajudam Rodante a manter a mente tranquila para mediar os conflitos com consciência e tranquilidade. “Quando estamos com raiva, acionamos o lado mais animal do cérebro, o que faz com que a gente reaja de maneira impulsiva e intempestiva”, explica Marcello.

Quando você consegue direcionar sua atenção para uma questão específica, de acordo com a sua necessidade naquele momento presente, a tomada de decisão fica mais clara e livre de pensamentos externos que nada têm a ver com aquela história.

Ainda que o mediador faça uso das técnicas para a sua vida e o seu trabalho, não são apenas advogados e mediadores que podem fazer bom uso da atenção plena. “Se nós conseguirmos controlar a maneira como reagimos ao mundo, ajudamos as pessoas a reagir melhor. Isso faz bem para nós, para as outras pessoas e para o mundo”, completa. É uma verdadeira espiral de consciência plena.

Para você começar a utilizar as técnicas de mindfulness no seu dia a dia, Rodante recomenda que a prática se torne frequente: “A prática mínima é de oito semanas, mas quanto mais a pessoa pratica, maior a consciência sob a sua própria mente”, explica.

Rodante relembra que a nossa condição humana é o que há de melhor para nos motivar a tomar as rédeas do nosso pensamento e passar a decidir sob uma nova perspectiva. “Nós estamos sujeitos às emoções, nós não somos robôs. Então temos a opção de decidir como vamos lidar com determinada situação, com determinado sentimento, só precisamos treinar nossa mente para isso”, finaliza

Consciência plena

Dr. Marcelo Csermak propõe uma técnica que deve ser praticada todos os dias para aumentar o seu nível de atenção e consciência.  

1 – Sente-se numa cadeira em posição confortável, com as costas encostadas no espaldar.

2 – Respire e inspire com tranquilidade por seis vezes.

3 – Feche os olhos.

4 – Preste atenção em um foco que seja mais fácil para você no início, como o movimento do abdómen quando o ar entra e sai, percebendo também toda a musculatura que é envolvida na respiração.

5 – Você vai perceber que os pensamentos vão aparecendo sem muito controle. A ideia é que você mantenha o foco e deixe esses pensamentos de lado, voltando a atenção à temperatura da respiração.

6 – Repita esse processo por seis a oito minutos e pratique diariamente.

Dez razões para uma vida saudável com mindfulness

1 – Pode ajudar pessoas com artrite – um estudo do jornal Annals of Rheumatic Disease mostra que a meditação da mente plena diminui o estresse e a fadiga das pessoas com artrite reumatoide.  

2 – Pesquisadores da Universidade do Oregon/EUA descobriram que o treino de técnicas de meditação integrando corpo e mente pode resultar em mudanças nas sinapses do cérebro, protegendo contra doenças mentais. A prática da meditação altera a densidade do corpo caloso e a proteção da mielina, na região singular do cérebro.  

3 – A meditação nos torna mais focados e zen, porque com sua prática alcançamos um melhor controle do processo da dor e das emoções, especificamente pelo controle dos ritmos alpha do córtex, que determinam a maneira e em que sentidos nossas mentes colocarão a atenção, de acordo com estudo publicado no jornal Frontiers in Human Neuroscience.  

4 – Pesquisa do Jefferson-Myrna Brind Center of Integrative Medicine/EUA mostra que a meditação da mente plena reduz os sintomas de estresse de mulheres com câncer no seio. Não somente isso, mas testes com meditação e imaginação mostram que ocorrem mudanças positivas no cérebro relacionadas a estresse, emoções e satisfação.  

5 – Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, descobriram que a meditação da mente plena ajuda a diminuir a sensação de solidão dos idosos que vivem sozinhos, dinamizando o sistema imunológico e diminuindo a expressão dos genes responsáveis por processos inflamatórios.  

6 – A meditação diminui o efeito deletério dos resfriados e gripes, segundo pesquisa da Wisconsin School of Medicine and Health, dos EUA. Pessoas que praticam meditação perdem menos dias em processos de infecções respiratórias, com menos sintomas e duração diminuída.  

7 – A meditação diminui a possibilidade de depressão em mulheres grávidas, segundo pesquisa da Dra. Maria Muzik, professora assistente de psiquiatria da Universidade de Michigan/EUA. A meditação da mente plena e ioga fazem a mulher grávida se sentir empoderada e positiva em relação à gravidez.  

8 – O ato de meditar diminui a possibilidade de depressão entre adolescentes. Estudo da Universidade de Leuven, na Bélgica, mostra que a meditação da mente plena faz com que os jovens experimentem menos estresse, ansiedade e depressão.  

9 – O treino em meditação é considerado excelente como estratégia para ajudar pessoas em processo de perda de peso, segundo pesquisa conduzida por psicólogos para o Consumer Reports and the American Psychological Association.   

10 – A meditação melhora a qualidade do sono. A Universidade de Utah, nos EUA, realizou pesquisa que comprova o auxílio da meditação nas emoções e comportamentos, contribuindo para melhor qualidade do sono à noite.  

Fonte: Mirna Grzich, jornalista e terapeuta, referência em meditação no Brasil.

Artigo de autoria de Ana Sniesko originalmente publicada na Revista Vida Natural Ed. 55

Eu vou de bicicleta – Histórias Inspiradoras

Com cidades cada vez mais preparadas para receber as duas rodas, ciclistas tomam conta das ruas brasileiras. O veículo já é usado por muitos como o meio de transporte principal, mas também é uma boa alternativa para quem quer ter uma opção ao carro

Nas recordações da infância, ela está lá. Primeiro com o auxílio das rodinhas e o apoio dos pais. Quando a segurança está fortalecida, sai uma rodinha, e o equilíbrio já fica mais difícil. Finalmente vem a independência – e pedal, para que te quero?

Não são poucas as pessoas que resolveram recordar o amor de infância pela bicicleta e hoje veem o que há tempos foi uma diversão como uma alternativa ao trânsito e ao transporte público. Pudera, o país anda a passos largos na construção de uma malha cicloviária para a população. Com 440 km, Brasília lidera o ranking. O Rio de Janeiro conta com 374 km, enquanto São Paulo soma 351,9 km até o momento – a meta é chegar aos 400 km até o final de 2015.

Para quem pensa em adotar a bicicleta como um meio de transporte, alguns cuidados são necessários. “Escolha uma bicicleta levando em consideração seu tipo de deslocamento. Tamanho, modelo, peso e preço são fatores importantes a serem considerados. Faça um “test ride” em vários modelos para ver qual se encaixa melhor no seu perfil e tire todas as suas dúvidas antes de escolher”, aconselha Missaki Idehara, coordenador nacional do Bike Anjo, um grupo de ciclistas voluntários que ajuda quem pretende se aventurar pelas ruas sobre duas rodas.

Aline Souza, produtora cultural, é uma mineira que mora no Rio de Janeiro há seis anos e adotou a bicicleta como meio de transporte. Ricardo Santos, empresário, descobriu que a bike pode ser uma aliada no deslocamento da cidade, sem dispensar o transporte público e o próprio carro. Conheça mais sobre essas histórias e confira dicas para pensar nessa alternativa.

Inspiração na infância

O carro já não ocupava a garagem da casa dos pais de Aline. Bicicletas da época, hoje chamadas de vintage, eram customizadas e transformadas em veículos personalizados e cheios de estilo. “Aprendi a pedalar com nove anos. O meu pai tinha um amor enorme por bicicletas, e meu sentimento já começou ali”, conta.

O curso de mestrado levou Aline ao Rio de Janeiro, onde ela descobriu que a paixão de criança poderia ser a utilidade daquele momento. Não demorou para ela tomar gosto pelo pedal, abraçar a causa e adotar uma posição política junto aos ativistas que lutavam por infraestrutura e segurança pelas ruas do Rio.

Por um tempo, a produtora cultural, que morava no bairro do Cosme Velho, pedalava por 15 km até a Glória, no centro da cidade. A bicicleta foi sua companheira por dois anos e meio, mas foi necessário um longo diálogo com o síndico do prédio da empresa, já que não havia bicicletário e nem sequer era permitido levar a “bici”, como ela chama, no elevador. “Eu entrava por um lado da estação de metrô ao lado e saía com a bicicleta dentro de uma bolsa que eu tive de comprar em Brasília. Só assim eu podia subir com a bicicleta no elevador, porque ele considerava uma bagagem”, conta.

Vale lembrar que se tratava de uma bicicleta dobrável, uma opção para quem pretende combinar com outros meios de transporte, como o metrô e o táxi. “Se você resolve ir para uma festa e bebe alguma coisa, você não vai voltar pedalando. Então você dobra a ‘bici’ e coloca no bagageiro de um táxi, por exemplo.”

Além de toda a facilidade de locomoção, Aline ainda lançou o Tweed Ride Rio, um passeio ciclístico temático que resgata a memória de um tempo em que a bicicleta era personagem principal. “São quatro passeios por ano, um por estação. Eu tenho uma bicicleta vintage, e também nos vestimos a caráter, para resgatar esse clima nostálgico”, conta.

Fora do passeio, Aline aprendeu a impor respeito no trânsito e conta que as fechadas e as buzinas diminuíram bastante. “Eu ocupo a faixa, sinalizo os meus movimentos e ando em uma velocidade compatível com a dos carros”, explica.

A vantagem ao chegar em casa é uma boa dose de endorfina e uma felicidade sem tamanho. “É muito mais fácil o sorriso do que quando você está preso no trânsito de alguma maneira, seja como motorista, seja como passageiro de um ônibus.”

Uma São Paulo frutífera

Mangueiras, goiabeiras e abacateiros dividem o espaço com o asfalto e o trânsito paulistanos. Se você está habituado com as ruas da cidade, talvez não tenha prestado atenção em um desses exemplares de árvores frutíferas. Será que você estava dentro de um carro? Pode ser por isso.

O empresário Ricardo Santos demorou para perceber o abacateiro que existe em frente ao Museu da Casa Brasileira, em plena Avenida Faria Lima, centro empresarial de São Paulo. Foi pedalando, ao levar os filhos para a escola, que a árvore teve todo um significado para as crianças. O resultado? Creme de abacate do fruto recém-colhido por Felipe, 6 anos, e Malu, 5.

Até o ano passado, a dupla ia para o colégio em uma grande bicicleta, que sustentava duas cadeirinhas e um pai orgulhoso em mostrar para os pequenos uma nova maneira de ver a cidade. “A convivência entre pai e filho nesse momento é demais”, conta.

Quem ouve o orgulhoso Ricardo contar a sua história de desbravamento da cidade sobre duas rodas não imagina como foi o início da jornada: “Em 2010 eu decidi trocar de carro. Depois da decepção com a avaliação da concessionária, de colocar as contas no papel, estabeleci que só andaria de táxi dali em diante”.

Com um escritório no bairro de Pinheiros, não demorou a chegar o dia em que olhou pela janela e refletiu: “Vou demorar duas horas e gastar 1 milhão de reais para chegar em casa”, brinca. Ele não pensou duas vezes. Pegou a bicicleta que decorava o seu escritório, já que ele trabalha com marketing esportivo, e saiu feliz da vida – pedalando pela calçada, andando na contramão e fazendo tudo errado.

Foi o sócio triatleta quem deu um empurrão para que ele entendesse a necessidade de uma bicicleta bacana, dos equipamentos de segurança necessários e para que ele deixasse de lado a peça de decoração. “Era uma bicicleta tosca, até tentei dar uma ajeitada para ficar com ela mesmo”, confessa.

Há cinco anos, São Paulo ainda não ostentava nem metade dos quilômetros de ciclovias que a cidade tem hoje. “A malha cicloviária só vai ser entendida daqui a algum tempo. Como não havia infraestrutura de segurança para o ciclista, existia uma demanda reprimida”, opina Ricardo, que acredita que São Paulo está absolutamente pronta para receber o ciclista.

Mais do que entoar o hino de que a bicicleta vai salvar o trânsito e a cidade (já que não é isso o que ele pensa), o empresário acredita que essa é mais uma alternativa para quem precisa se locomover pela cidade. “Eu não sou contra o carro, apenas entendi que ele não é funcional para todo o tempo. Nós continuamos tendo o carro da família, mas existem outras alternativas”, defende. Metrô, ônibus – e a conquista do bilhete único, que Ricardo achou uma grande independência – podem ser boas opções, assim como a bicicleta compartilhada, o táxi e, por que não, o carro. “O melhor mesmo é ter a liberdade para escolher.”

Pedalando com segurança

  • Exerça a direção defensiva 
  • Nunca pedale na contramão
  • Ocupe pelo menos um terço da faixa de rolamento
  • Cuidado com a abertura de portas dos carros parados
  • Respeite o que diz o Código de Trânsito
  • Tem medo de pedalar? Chame um Bike Anjo

Equipamentos de segurança

Pela legislação de trânsito, os equipamentos obrigatórios são retrovisor do lado direito, buzina, iluminação dianteira e traseira.

Também são recomendados capacete, luvas e garrafinha de água.

Não sabe pedalar?

  • Procure sempre a orientação de uma pessoa experiente
  • Tenha paciência, pois não se aprende tudo em um dia
  • Repita os exercícios sempre que puder
  • Entre em contato com o Bike Anjo e solicite ajuda de um voluntário


Artigo de autoria de Ana Sniesko originalmente publicada na Revista Vida Natural Ed. 56

Entrevista com Murilo Gun

Para ir além das tradicionais cadeiras da universidade, o mundo exige curiosidade e um tanto de vontade. Murilo Gun, palestrante e comediante, acredita que precisamos “aprender a aprender para tomar as rédeas do conhecimento e trazer mais criatividade para o dia a dia

“As habilidades humanas são a grande chave, já que essas os robôs não serão capazes de reproduzir, como a inteligência interpessoal, que é a maneira de nos relacionarmos”

Confira a entrevista que a Ana Sniesko, da Limone Comunicação, fez com o Murilo Gun para a Bons Fluidos ed. 233.

Clique Aqui aqui https://bit.ly/2FcaBoz